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Cruzeiros de Ponte de Lima
Cruzeiro de S. Pedro de Arcos, de Santo António da Torre Velha (Arnado - Arcozelo) e de Nossa Senhora da Luz (Arcozelo)

Ponte de Lima 41º 46’ 7,7” N | 8º 35’ 3,4” W
  • Cruzeiro de S. Pedro de Arcos Cruzeiro de S. Pedro de Arcos
  • Cruzeiro de Santo António da Torre Velha Cruzeiro de Santo António da Torre Velha
Ponte de Lima

A cruz, símbolo cristão, surge inicialmente para lembrar a redenção mas na Idade Média começa a ser usada em espaço exteriores para delimitar territórios e proteger dos males a população. A partir do Concílio de Trento (século XVI) a cruz expande-se a todas as paróquias, sendo colocada em frente da Igreja principal e mais tarde junto a capelas que tinham romagem.

As cruzes, vulgarmente denominados cruzeiros, são marcos territoriais importantíssimos no território limiano. Dos mais antigos destacamos o que está no meio do tabuleiro da ponte medieval em Ponte de Lima, o da igreja de Fornelos, o de Almoinha na freguesia de Vitorino das Donas e ainda o da capela de S. Gonçalo em Arcozelo, estes quatro ainda do século XVI; os, da igreja da Correlhã, Senhor da Saúde em Sá, Cárcua em Bertiandos, igreja de Poiares e o que está junto ao caminho de peregrinação para Santiago no lugar da Pedrosa na Correlhã, são já do século XVII. Do século XVIII é o magnífico cruzeiro de Arcos classificado como imóvel de interesse público, desde 1936.  

A maior parte deles estudados e apresentados na publicação "Fé e Religiosidade Popular em Ponte de Lima: Cruzeiros, Vias-Sacras, Nichos e Alminhas", de onde retiramos o seguinte trecho:
"É um facto que alguns dos mais antigos cruzeiros portugueses conservam os seus fustes, ora torsos ora oitavados, a rematar em capitéis decorados à boa maneira manuelina. Destes, a ajuizar por representações gráficas que chegaram até nós, sabemos que o cruzeiro que estava no meio da ponte gótica de Ponte de Lima era do tipo manuelino. Outros certamente haveria relacionados com as igrejas conventuais, mas como disso não temos qualquer tipo de prova, ficámo-nos por aqueles que existem, sendo que os mais antigos, entre outros, são: Almoinha - Vitorino das Donas (1591); igreja de Fornelos (1583); igreja da Correlhã (1602); Senhor da Saúde - Sá (1613); cruzeiro da Cárcua - Bertiandos (1613), igreja de Poiares (1626); cruzeiro da Pedrosa - Correlhã (1636). Do século XVI é ainda o cruzeiro da capela de São Gonçalo, em Arcozelo."



Cruzeiro de S. Pedro de Arcos - 41º 45' 45,3'' N | 8º 39' 19,1'' W

Cruzeiro de Santo António da Torre Velha - 41º 46' 15,9'' N | 8º 35' 15,1'' W

Cruzeiro de Nossa Senhora da Luz - 41º 46' 10,7'' N | 8º 35' 57,0'' W



Descrição
A cruz, símbolo cristão, surge inicialmente para lembrar a redenção mas na Idade Média começa a ser usada em espaço exteriores para delimitar territórios e proteger dos males a população. A partir do Concílio de Trento (século XVI) a cruz expande-se a todas as paróquias, sendo colocada em frente da Igreja principal e mais tarde junto a capelas que tinham romagem.

As cruzes, vulgarmente denominados cruzeiros, são marcos territoriais importantíssimos no território limiano. Dos mais antigos destacamos o que está no meio do tabuleiro da ponte medieval em Ponte de Lima, o da igreja de Fornelos, o de Almoinha na freguesia de Vitorino das Donas e ainda o da capela de S. Gonçalo em Arcozelo, estes quatro ainda do século XVI; os, da igreja da Correlhã, Senhor da Saúde em Sá, Cárcua em Bertiandos, igreja de Poiares e o que está junto ao caminho de peregrinação para Santiago no lugar da Pedrosa na Correlhã, são já do século XVII. Do século XVIII é o magnífico cruzeiro de Arcos classificado como imóvel de interesse público, desde 1936.  

A maior parte deles estudados e apresentados na publicação "Fé e Religiosidade Popular em Ponte de Lima: Cruzeiros, Vias-Sacras, Nichos e Alminhas", de onde retiramos o seguinte trecho:
"É um facto que alguns dos mais antigos cruzeiros portugueses conservam os seus fustes, ora torsos ora oitavados, a rematar em capitéis decorados à boa maneira manuelina. Destes, a ajuizar por representações gráficas que chegaram até nós, sabemos que o cruzeiro que estava no meio da ponte gótica de Ponte de Lima era do tipo manuelino. Outros certamente haveria relacionados com as igrejas conventuais, mas como disso não temos qualquer tipo de prova, ficámo-nos por aqueles que existem, sendo que os mais antigos, entre outros, são: Almoinha - Vitorino das Donas (1591); igreja de Fornelos (1583); igreja da Correlhã (1602); Senhor da Saúde - Sá (1613); cruzeiro da Cárcua - Bertiandos (1613), igreja de Poiares (1626); cruzeiro da Pedrosa - Correlhã (1636). Do século XVI é ainda o cruzeiro da capela de São Gonçalo, em Arcozelo."
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Cruzeiro de S. Pedro de Arcos - 41º 45' 45,3'' N | 8º 39' 19,1'' W

Cruzeiro de Santo António da Torre Velha - 41º 46' 15,9'' N | 8º 35' 15,1'' W

Cruzeiro de Nossa Senhora da Luz - 41º 46' 10,7'' N | 8º 35' 57,0'' W
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